Rafael Bordalo Pinheiro

 Unknowing the work of Rafael Bordalo Pinheiro and its context for starters, it was a real surprise to discover that more than a century ago someone had a break through and introduced the molding techniques on the artistic world in such a way. For so long these techniques had been associated with an industrial way of making and mainly used to reproduce objects in order to decrease their prices on many commercial items.
While visiting the factory we had the opportunity to take a close look on the process of Rafael Bordalo Pinheiro work. Several molds are used to create many parts of one final piece, yet each piece is, in some sort of way, unique. Although the finished pieces are very similar, it's true that the molding process is only around 20% of the entire work or even less. On a simple and basic object you can have an assemblage of more than five parts.
Per example, on a simple jar garnished with frogs, each frog could be sliced in smaller parts and reassembled on another completely different pose. And even smaller parts, to small and intricate to be made with molds, end up being handmade. It's also interesting that smaller molds are used to create rather different pieces by assembling them in so many different combinations.
Bordalo was censured many times in the beginning of his carrier since he used molds. Special molds they were indeed, molds of real animals on his work. He took full body molds of those dead animals to achieve the maximum detail and realism on a few animals like frogs and monkeys fully present on his work.
Rafael Bordalo Pinheiro, well known for his works on different art forms, was invited to direct the artistic sector at the Fábrica de Faianças de Caldas de Rainha at 1884. His style changed all the Caldas da Rainha way of working ceramics. Although the factory was a financial flunk, while on Bordalo’s guidelines it received several awards worldwide.

Desconhecendo à partida o trabalho de Rafael Bordalo Pinheiro, foi realmente uma surpresa vir a descobrir que há mais de um século atrás alguém teve uma visão e introduziu as técnicas de moldagem no mundo artístico e vice-versa de tal forma. Estas técnicas sempre caminharam lado a lado com uma industrialização dos objectos tendencionalmente para reprodução de objectos de cariz comercial e quando usadas no meio artístico serviam apenas para passagem de uma peça para outro meterial.
Enquanto visitamos a fábrica tivemos a opurtunidade de ver a curta distância o processo de Rafael Bordalo Pinheiro. Diversos moldes são usados para criar por via líquida várias partes de apenas uma única obra e por sua vez cada molde é composto por diversos tacelos. Todavia, de certa forma, todas as obras são únicas. Ainda que as peças finalizadas sejam praticamente idênticas, é também verdade que o processo de moldagem é apenas cerca de vinte por cento do trabalho final ou mesmo menos. Numa obra simples é bem comum termos uma assemblagem de mais de cinco peças. Por exemplo, numa simples jarra decorada com sapos, cada sapo pode ainda ser seccionado em partes menores e montado numa posição completamente diferente. E mais, partes demasiado pequenas e detalhadas para ser realizadas através de moldes acabam por ser manufacturadas. É ainda interessante que moldes menores sejam usados para criar obras bastante diferentes ao serem assembladas em diferentes combinações.
Rafael Bordalo Pinheiro, bem conhecido pelo seu trabalo em diferentes formas artísticas, foi convidado para digirir o sector artístico da Fábrica de Faianças de Caldas da Rainha a 1884. Ainda que a fábrica tenha sido um fracaso financeiro, com Bordalo Pinheiro a dirigir, recebeu diversos prémios internacionais. O seu estilo alterou por completo a cerâmica Caldense.
Bordalo foi ainda censurado diversas vezes no início da sua carreira cerâmica por usar moldes. Moldes especiais estes eram, moldes de animais reais. Ele moldava animais de corpo inteiro para alcançar o máximo de detalhe e realismo em sapos e macacos entre outros presentes nas suas obras.

pictures by waciel pinheiro

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